Thiago Venâncio de Melo, 23 anos, mora em Brasília. Designer, desenvolve interfaces do Ministério do Desenvolvimento Agrário, um exemplo é o Portal da Cidadania.
Além dos trabalhos que já desenvolveu para agências de Uberlândia (MG) e Brasília, é freelancer em agências de São Paulo, Minas Gerais, Brasília e Rio de Janeiro, além de articulista do Webinsider.
Melo também é responsável pelo blog Profissão Web, desde o dia 1º de Maio de 2007 (Dia do Trabalho) com o objetivo de levar aos estudantes e profissionais da web um conteúdo mais “conceitual” sobre o desenvolvimento de projetos na internet. A abordagem pouco aprofundada sobre os principais conceitos e os fatores ligados às profissões da Web foram o mote para que eu criasse o blog.
”Dissertar sobre as profissões da web sempre foi muito prazeroso. Através do blog tenho a oportunidade de levar um pouco do conhecimento que adquiri nesses seis anos de profissão para estudantes, profissionais da área e curiosos sobre tecnologia e internet”, diz Melo.
O Profissão Web aborda diversos temas como agências digitais, carreira, profissões da web, métricas, market share, mercado de internet no Brasil e no mundo, legislação do trabalho, novas tecnologias, eventos e encontros de web, tabelas salariais, entre muitos outros assuntos.
Desenvolvido e atualizado por Thiago, o blog possui aproximadamente 27.000 visitas por mês e mais de 1.100 assinantes de feeds. Além das visitas provenientes do Brasil, o blog recebe várias visitas de outros paises como Portugal, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Japão, França, Moçambique, Itália e mais 80 países.
O termo web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web, que visa a troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. Quais os canais que você utiliza?
Como profissional da internet e, principalmente como blogueiro, tenho que estar sempre ligado nas novidades assim que elas são publicadas, seja no Brasil ou no mundo. Para isso, utilizo sempre o máximo de ferramentas e serviços para potencializar as minhas buscas e também para otimizar o meu tempo. Todos os dias acesso o meu agredador de feeds (uso o Bloglines desde 2005) e fico por dentro das novidades, eventos, notícias e etc. Estou sempre no Twitter também (@profissaoweb) para ler o dia a dia dos profissionais de web, entrar em determinas discussões ou simplesmente saber o que está acontecendo neste mercado no momento em que acontece. Além disso, uso dezenas de outros serviços como o iGoogle, Delicious, Flickr, YouTube, Last.fm, Google Docs, Google Maps, Technorati, Blogblogs, Yahoo Developer, Camiseteria e o novo Microonderia, Videolog, Outrolado, Wikipedia, Orkut, WordPress, FeedBurner, Digg, entre outros.
Você cobriu um eventou da Amadeus dia 18 de junho. Como foi a experiência?
Foi muito bom participar da cobertura de um evento da Amadeus, que até então só conhecia por nome. Pude comprovar a qualidade das soluções da empresa e principalmente o bom relacionamento com o cliente. Gostei muito da iniciativa de convidar clientes e parceiros da região para uma conversa para sanar dúvidas sobre as soluções da Amadeus e até para apresentar sugestões para novos produtos. Executivos e diretores da empresa estavam no evento para esta conversa.
É legal ver uma empresa do tamanho da Amadeus com um blog corporativo brasileiro, que convida blogueiros de diferentes cidades e focos para cobrir um evento sobre um tema que até então muitos não estão acostumados: turismo e viagens. Com certeza é muito interessante poder dar a sua contribuição para um mercado que você não conhece tão bem. Já cobri outros eventos, mais voltados para a área de internet e a oportunidade de cobrir o evento da Amadeus me fez crescer e conhecer mais sobre outros mercados, como o de viagens e turismo.
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entrevista com Rafael Arcanjo
1. Como você define o momento pelo qual passam os meios de comunicação no
Brasil e no mundo com a mudançado perfil do público usuário de novas mídias?
O momento é de transição. O controle passou da mão das grandes empresas e está com qualquer um que queira expressar opinião. Por isto, estamos vivendo um momento de adaptação das novas formas de comunicação e mídia, principalmente para quem trabalha com a comunicação tradicionale também para as empresas. Apesar de algumas turbulências que ocorrem em determinados momentos,creio que as duas formas de mídia podem conviver juntas e de formaharmoniosa. Tem espaço para todo mundo e quem ganha é o publico que pode escolher de onde vai consumir a informação.
2. Como você relaciona o mundo corporativo com os canais social media?
O mundo corporativo está aprendendo que os usuários agora fazem partedo processo de mídia, que a formação da opinião também passa pela mãodos usuários. Está ainda engatinhando, mas já tem muita empresa antenada. O investimento em ações que envolvem o usuário, seja na forma de blogs ou de participação em redes sociais (dentre outros), faz comque esta saia sempre um passo a frente dos concorrentes.
3. Conte um pouco para nossos leitores sua opinião sobre a experiência de cobrir um evento como o da Amadeus.
A oportunidade de cobrir o Conexão Amadeus agregou muita experiênciaà minha vida profissional. Percebi o pioneirismo da empresa nosnegócios de TI aplicada ao turismo e sua preocupação de estar sempre mais perto dos clientes. Foi muito bacana ver o pessoal de alto escalãoda empresa misturado com os clientes, conversando de forma descontraidae trocando experiências. Os contatos que consegui fazer, aliado àoportunidade de conhecer melhor o DNA da empresa e sua tecnologia foramo que de melhor eu absorvi do evento.
Veja aqui o trabalho do Rafael Arcanjo
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entrevista com Ricardo Cabianca
1. A web 2.0 tem como premissas os serviços gratuitos, conteúdo produzido pelos próprios usuários e acesso através de banda larga. Como você relaciona o mundo corporativo com os canais social media?
Apesar de serem as pessoas que fazem o “mundo corporativo”, dá para perceber que faltam pessoas ligadas ao mundo online dentro das empresas. Tenho uma empresa de serviços e lido com muitas empresas de vários portes e o contato com a grande maioria precisa ser didático, explicar o que é internet, para depois se chegar até uma percepção inicial do que seria a web2.0.
E por conta desta falta de conhecimento, o mundo corporativo não consegue usar de verdade e de forma estratégica os benefícios desta realidade da web. São poucas as iniciativas que tentam usar, mas ainda muito tímidas. Vejo que o maior entrave nem seria tanto o conhecimento sobre a web, mas principalmente o conhecimento e confiança na própria marca/produto/serviço, pois o que ouço de diversos empresários que já conversei é sobre o medo de “deixar pública e solta a opinião dos consumidores”.
2. Como você define o momento pelo qual passam os meios de comunicação no Brasil e no mundo com a mudança do perfil do público usuário de novas mídias?
Não creio que mudou o perfil das pessoas, consumidores, leitores. O que mudou foi a facilidade destas pessoas propagarem suas opiniões que sempre existiram, não somente para seu círculo familiar, social e
profissional, mas para qualquer pessoa que tenha acesso web.
E vejo que o momento é assustador para aqueles que faziam a comunicação, ou seja, jornalistas e publicitários, pois perderam o domínio e qualquer um pode gerar uma notícia e um “anúncio”. Um exemplo é o SuperTube, onde uma câmera na mão e um produto para vender, faz qualquer um ser um diretor de criação. E assustados, estes profissionais correm nas ações de tentativa e erro.
Ao mesmo tempo, o momento é de uma avalanche de criatividade, pois nunca se teve tanta criatividade acessível assim. A maior dificuldade é criar um envolvimento emocional de verdade, entre as marcas e seus consumidores, e provocar que estes sejam efetivamente embaixadores de suas marcas favoritas.
Apesar de ser uma estratégia muito mal utilizada e mal vista, o Marketing Multinível, deveria ser o canal ideal para o aproveitamento destas novas mídias, onde uma pessoa “valida” um produto, gera conteúdo sobre ele, vende e deveria ser “remunerado” por isso, usando outros tipo de moedas, do que dinheiro. Infelizmente começou errado e para consertar só em outra era glacial.
3. Quando se trata de web 2.0, fala-se muito sobre serviços. Sendo
publicitário, como você vê a publicidade no novo cenário da comunicação?
Apesar de publicitário de formação acadêmica, toda formação profissional que tenho foi usando canais de comunicação como forma de relacionamento. Mas em se tratando mesmo da publicidade, os grandes players, que detêm o mercado e, principalmente os anunciantes, ainda enxergam a publicidade empacotada em TV, rádio, jornal, revista e banner em portais. Em se tratando da web, avaliam ainda os cliques – que se sabe que são valores % pequenos,para depois esperarem o clique de conversão.
Agora, se pensarmos – mesmo que de forma simplista – que na web as pessoas querem falar o que acham, o mercado deveria tentar “pegar carona” nesta opinião. O que estou querendo dizer é que o processo é mais profundo do que simplesmente adaptar a publicidade num novo cenário. Esta adaptação deve começar na construção do produto ou serviço que será oferecido – na qualidade dele e na transparência no relacionamento com o consumidor. Quando os acionistas perceberem isso, a publicidade ficará mais fácil e vendedora.
4. Qual sua visão sobre a web 2.0? E quais as novas oportunidades de
negócios criadas entre o mundo corporativo e os blogueiros?
A criação do termo “web2.0″ foi exatamente a necessidade de se empacotar, criar um selo, para o entendimento do que seria a possibilidade das pessoas interagirem por meio da web. Da mesma forma, o termo “blogueiro” foi (ou está sendo substituído) pelo termo “profissional de mídias sociais”.
Sobre esta interatividade entre as pessoas, acho sensacional! Se me permite o merchandising, somos os gestores da loja online da Sépha Perfumes (a segunda loja online de venda de perfumes e cosméticos) e nossos clientes fazem comentários sobre os produtos que vendemos e tem muitos produtos que a área de comentários vira um “chat”, o que ajuda a vender mais ou menos os produtos. Com esta interatividade, as empresas tem como saber o que falam sobre elas – fora dos Focus Group – e tomar decisões estratégicas sobre estas opiniões.
Sobre as novas oportunidades, a maior que aponto é esta: o dia que as
empresas perceberem que vale a pena se relacionar de forma franca e clara com seus consumidores, talvez usando a estrutura de um blog – troca imediata e registro da informação – os blogs deixarão de ser apenas um lugar para ler, para se transformarem em um ambiente de relacionamento.
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procura-se blogueiro motoqueiro
Estamos iniciando mais um projeto e precisamos contratar um blogueiro que tenha moto e saiba manusear bem uma câmera fotográria/vídeo para realizar blitz em alguns clientes. Os interessados devem entrar em contato direto comigo. Está esperando o que? É urgente!
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entrevista com Leandro Demori
Como vc vê a evolução do mix entre os dois mundos? Corporativo e blogueiros?
Acredito que a tendência é aumentar cada vez mais, o que pode ser um pouco perigoso. Por dois motivos:
1) Pode acabar com a idéia principal de que blog é liberdade total, tanto de expressão quanto de freqüência de posts, por exemplo. Quando levamos os blogs para o universo das corporações, adicionamos a eles uma cartilha de regras. E por mínimas que sejam, pode desvirtuar o real sentido da ferramenta.
2) Muitas empresas deverão usar os blogs como espaço de divulgação, marketing puro, e não de descoberta, inovação, debate. O perigo, nesse caso, é se utilzar dos blogs com velhos formatos, tanto de texto como de idéias.
Por outro lado, tive uma experiência no ano passo que julgo pertinente. Cobri um evento tradicional promovido pela Associação Rio-Grandense de Propaganda (ARP), chamado Semana da Propaganda. Foi criado um blog específico para o evento, MAS, a pauta era livre. Não havia obrigação alguma de falar sobre um oficina ou outra, entrevistar Zezinho, Huguinho ou Luizinho ou sequer falar BEM dos acontecimentos. Pude publicar posts externos à Semana (que, claro, tinha um mínimo elo entre os dois mundos) e até malhar algumas palestras que me deram sono.
Existem oportunidades de negócios? Quais seriam?
Acho que sim, diversas. Mas cada empresa tem que buscar o seu caminho. Para corporações, acredito que o blog deva servir mais para valorizar a imagem do que propriamente para vender anúncios ou produtos, por exemplo. Ao menos para venda direta. E isso serve para gigantes e micro empresas também. Se você tem uma floricultura e quer estar na internet, em vez de um site tradicional pode manter um blog. E nele, em vez de somente tentar vender flores, pode falar sobre arranjos, materiais, técnicas de trabalho. Pode fazer do blog um espaço de discussão sobre flores, o que é muito mais atraente e entra bem na parte de redes sociais, que é o que importa na internet.
O que fazer para fomentar as oportunidades?
Antes de mais nada sugiro entender a internet. Sério. Não se pode entrar na rede com a cabeça no século passado, formatando textos no estilo antigo, querendo fazer do espaço um simples balcão de negócios. Acredito até que blogs assim não serão lidos. Qualquer empresa que queira ter um blog precisa saber que, ao contrário das mídias tradicionais, onde só há um emissor, neles os leitores também são emissores, têm voz, opinam, gostam, se desagradam. Se você fizer algo que eles não gostem, se prepare. Muitas vezes, as caixas de comentários são mais interessantes do que os próprios posts. Sacar isso é fundamental para tomar o rumo certo.
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Tags: entrevista
O primeiro trabalho foi realizado com o Leandro Demori, autor do blog NOVA CORJA. Leandro fez a cobertura de um evento em Porto Alegre, cidade onde reside, para o Conexão Amadeus. Na ocasião ele tirou fotos e produziu textos para serem publicados no social media news room da empresa.
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trabalho colaborativo
Já há algum tempo, a RMA Comunicação e Negócios entrou de cabeça no mundo da mídia social. Foram inúmeros encontros com profissionais do meio, estudos, formação de uma academia e, naturalmente, clientes interessados em nosso trabalho.
Entendemos que também temos que mudar a forma como devemos trabalhar. Logo de início, trouxemos para dentro de casa ícones desse assunto, como Pedro Markun, Alexandre Fugita e trabalhos em parceria com a turma da Blog Content. No entanto, sabemos que estamos num mundo muito maior, onde você que chegou até aqui também pode participar.
Nos próximos posts, vou explicar melhor qual a nossa proposta de parceria. Por enquanto, solicito o envio de seu perfil ou currículo. Abs. Mário Soma.
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Tags: trabalho colaborativo



